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Ele n se conforma, ele e outras pessoas, de ver um peão chegar aq e fazer mais do q ele, isso é duro pro intelectual
 Lula sobre FHC, em entrevista
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João Cunha e a Feira do livro PDF Imprimir E-mail

Por Carlos Biasoli

         

          João Cunha é uma figura estranha, às vezes ele emerge das sombras como mesmo escreveu no seu artigo (Tirem as mãos da Feira do Livro -1/12/09) aqui no TRIBUNA; com toda sua pompa de “poeta” fez um texto maniqueísta e longe da verdade. Além do que, aproveitou pra fazer o que mais sabe e com maestria, é verdade: autovangloriar-se. “Ninguém depois fez ou teve a influência e notoriedade política vivida por mim” (sic!). 

Mas “não se sabe em nome de quem e de que interesses” o porquê de João ter escrito texto com tanta falta de informação, para não dizer bobagens.

Pois, é de ciência de todos que há uma CEE na Câmara dos Vereadores em curso sobre a Feira do Livro, que se enfatize aqui, é um patrimônio de todos, e tem no seu cerne a disseminação do ato da leitura, uma conquista de toda sociedade ribeirãopretana, de letrados a pessoas pouco acostumadas com a leitura. E não somente dos autoaclamados “homens superiores”.

A CEE até então levantou suspeitas de superfaturamento e problemas na gestão e na prestação de contas da Feira. Dizem que a organização usa dinheiro público e a estrutura da Secretaria da Cultura, mas que presta contas como se fosse uma empresa privada.

Portanto, cabe a seguinte questão, se for comprovado a lisura da organização no manuseio das verbas públicas e na prestação de contas, não há porque mudar a forma de como a feira vem sendo conduzida. Mas, leitor que me cede esse precioso tempo, comprovadas as divergências nas contas pela auditoria contratada pela CEE, porque João ou qualquer outro cidadão de bem, irá defender que a Feira não seja administrada pela Secretaria da Cultura qual tem a obrigação de prestar contas?  Ou seja, “não se sabe em nome de quem e de que interesses” o nosso pilar da intelectualidade ainda defenderia que tudo fique como está. Por isso acredito que João movido pela ansiedade de luz escreveu tal artigo. E eu por minha parte, vou esperar a apuração das contas para tomar partido.

Picuinhas dentro, eu não tenho procuração pra defender ninguém, mas sou contra a maledicência gratuita, pois o texto do nosso “nobre poeta” usa das belas palavras -dom que a vida lhe deu -, pra ofender e não esconde o ranço preconceituoso contra a Prefeita e alguns Vereadores de Ribeirão Preto por sua origem humilde. Julgando-se sempre como um “homem superior”, como assim escreveu, nosso proxeneta do Aurélio não abre mão dos adjetivos ofensivos como, (...) peões, emergentes sociais e ignorância sem limite etc.

Esse tipo de maniqueísmo barato empregado pelos senhores da decoreba (duvide dos colunistas que vivem das citações) já foi usado por todos “ismos” do século passado, como forma de aprisionar as mentes para interesses de segregar e subjugar os pilares da democracia. Chamar a Prefeita de “promotora de corrida de carros” é de um simplismo atroz que não condiz com a sapiência do nosso “poeta maior”. Poderíamos classificar a Prefeita como promotora de feiras de agronegócio também, pra ficar em um só exemplo, já que ela lutou sem trégua no começo do seu mandato para manter a Agrishow em nossa cidade, feira já dada como entregue para São Carlos pelas mãos do Gasparini. As demandas de uma cidade não são simples assim, e esse simplismo laureado pelo belo texto do colunista encoberta o quanto eventos, sejam eles de áreas distintas, podem gerar pra nossa cidade em riqueza. Vide a mídia gratuita, o movimentos dos bares, lojas e hotéis. “É a economia estúpido”, parafraseando o assessor do Presidente Clinton.

Tudo bem, João entende muito mais de Patativa do Assaré do que geração de empregos, o que não chega ser um defeito, cada um na sua. Contudo a vida é feita de pão, vinho, trabalho, diversão e arte, entre outras coisas. O desenvolvimento da cidade, seja a Fiúza que foi chamada de “favela vertical”, passa ao largo do entendimento do colunista, e eu entendo a sua mágoa. Pois João foi defenestrado pela democracia, por isso a sua cadeira cativa no ostracismo. Por isso sua vivência no vale das sombras, não por opção, mas sim por imposição popular. Ele tentou ser prefeito na nossa cidade, mas a população negou-lhe a confiança e ele caiu em decadência como político. De homo politicus se transformou num Defunctus politicus. Mesmo assim a piedade não me demove, e eu afirmo a você João, em matéria de boas intenções, eu esperava mais de você, colega. Devemos aliviar nossos corações e limpar nossas mentes, senão daqui a pouco, usarão da maldade gratuita de dizer que João Cunha calado é um poeta.


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02-Dez-2009
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MMA causa menos lesões graves do que o boxe PDF Imprimir E-mail

Por Leandro Paiva, colaborador especial do blog Mano a Mano e autor do livro Pronto Pra Guerra:

Aproveitando a mais recente entrevista do meu amigo Rogério Camões (veja aqui), na qual ele comenta sobre a recuperação do campeão do UFC, Anderson Silva, que teve de realizar uma cirurgia no cotovelo, resolvi apresentar os dados de um estudo realizado para identificar a incidência de lesões em eventos de MMA sancionados por comissão atlética.

Os dados sobre as lesões foram colhidos baseando-se no relatório do médico responsável presente em cada evento. No total, verificou-se o índice de lesões acometidas em 171 combates. Estatisticamente, a taxa de incidência de lesões foi de 28,6 lesões para cada 100 combates.

Diferente da situação do lutador Anderson Silva que apresentou histórico de lesão em longo prazo - lesão crônica -, não foram significativas as lesões no cotovelo, conforme os dados que seguem (Obs.: lesões com base no segmento anatômico):

1) Face - 47,9% (em função de lacerações ou cortes);

2) Mão - 13,5%;

3) Nariz - 10,4%;

4) Olho - 8,3%;

5) Ombro - 5,2%;

6) Joelho - 3,1%;

7) Cotovelo - 2,1 %;

7) Tornozelo - 2,1%;

9) Costas - 2,1%;

10) Pé - 1,0 %;

11) Pescoço - 1,0 %;

12) Orelha - 1,0 %;

13) Maxilar - 1,0 %;

14) Braço - 1,0%.

É interessante ressaltar que no MMA, comparado ao Boxe, existem poucas ocorrências de vitória por nocaute (KO). Uma vitória por KO geralmente implica que o adversário foi golpeado na cabeça com força suficiente para causar perda de consciência.

Em contraste, uma vitória por nocaute técnico (TKO) ocorre quando o árbitro pára a luta, para preservar a integridade física do atleta, independentemente de seu estado de consciência.

Um atleta que não consegue se defender adequadamente em razão de cansaço ou lesão justifica a interrupção pelo árbitro, inferindo em vitória por TKO para o lutador vencedor. No Boxe, simplesmente atingir o adversário na cabeça não é suficiente para o árbitro paralizar a luta.

Submeter um adversário utilizando golpes de finalização inerentes do Jiu-Jítsu, também é relativamente comum no MMA, contribuindo para o fato de que, aproximadamente 1/4 dos combates terminam sem KO (minimizando as probabilidades de lesões cerebrais posteriores).

De fato, segundo os autores desse estudo realizado para identificar a incidência de lesões no MMA, no Boxe ocorre o dobro de incidência de combates que terminam em função de um KO, comparando ao MMA.

Em suma, os autores concluíram o estudo afirmando que, apesar da relevante incidência de lesões, sobretudo na face em razão de cortes ou lacerações, o MMA é uma modalidade profissional relativamente menos nociva para o atleta, em comparação com o Boxe Profissional.


Leandro Paiva é professor de educação física e autor do livro Pronto Pra Guerra. Já auxiliou na preparação de atletas de ponta como Ricardo Arona e Bibiano Fernandes. Ele colabora com este blog semanalmente. Para saber mais sobre o autor e o livro entre em http://www.prontopraguerra.com.br/

Fonte: http://gustavonoblat.blog.terra.com.br/
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02-Dez-2009
 
Fiodor - O último Imperador Documentário PDF Imprimir E-mail
30-Nov-2009
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Pouco sabia, porém, pouco se importava PDF Imprimir E-mail

Por Carlos Biasoli

Pensou entre tantos pensamentos desconexos como podia aquele gancho sustentar um corpo preste a se tornar um cadáver de 92kq de pura carne, osso e inocuidade. E como poderia ainda permanecer ali pendurado como um grande lombo gordo de frigorífico? Talvez fosse sua verdadeira luta, o impasse de perder ou não perder toda sustentação, pois desde minutos atrás lhe faltava um quisto de coragem para romper o limiar que divide a vida da morte e despencar de uma vez por todas. Escritor de renome, professor de filosofia e arte moderna. Onde estavam seus livros e filmes e quadros de arte e teses? onde estava seu orgulho? sua pose, alma, sangue, suor, predicados e escroto? Era ainda que ínfima, alguma coisa por ora, e só por mais um instante pequeno ainda que fosse e logo iria dessa pra pior, ou vice-versa, como queiram. Antes nem poderia ter premeditado tal fim, pois, havia caminhado só e só a insular-se nesses passados dois anos. A faculdade, os alunos, filhos e amantes, sinceramente, pouco lhe importavam e poucos por ele se importariam. Havia estabelecido sua relação de isolamento, e sabia disso_ oh, deus, o mais dolorido é saber! Não era ao seu coração que falava, de toda forma era a ele ao mesmo tempo e eram sua pele suada e membros rígidos e cérebro e vísceras que permaneciam também no pendular do gancho. Como um grito impiedoso e reacionário.

E quem poderia supor que tudo surgira ainda há pouco pelo simples fato de ter ido naquele quartinho de bugigangas e ferramentas e avistar aquele gancho com bucha e sua furadeira que há tempos não era acionada, salvo engano a última vez havia sido para fazer o caminhão de madeira para o neto. Isso sim, algo valioso para ele.

Mas que diabo! Era só pendurar a planta! Poderia jurar se preciso, era só e mais nadinha. Mas não! Quantos anos? Nem saberia dizer. E antes até de lançar a gravata listrada no gancho e antes até de enroscar o gancho na bucha e antes até de enfiar a bucha e muito antes de furar o teto para pendurar a bendita samambaia - seu primeiro e único objetivo até então, pois sua vida era a mesma de sempre: livros, bebidas, amantes, drogas, conferências, homenagens...

Quando dentro do quartinho de bugigangas, com a bucha na mão deduziu_ embora morrer seja algo muito óbvio, que pudesse morrer e que pouco lhe importava e pouco para os seus importaria. Nesses segundos seguintes e “quase eternos” onde no lugar da gravata pendurada no gancho deveria estar a samambaia e não ele, seus pés descalços ainda hesitavam em empurrar o encosto da cadeira e passar de um ser vivo, repito, para um monte de carne inchada e etc., pensou em Dostoievski, Kafka, Spinoza, Chopin, Glenn Gould, Kandinsky, Picasso, e em todos demais seus companheiros e heróis, ex-mulheres e mais nos seus filhos e neto e nas vaginas e anus que havia fodido e no álcool e em toda coca que consumira antes de se meter naquela situação escatológica.

E a coca, meu Deus?

Por acaso estava toda lá, pouco antes de inventar de pendurar a samambaia teve vontade de servir-se de um wiskyzinho e um prise, no final de tarde desse domingo insípido e propício para bobagens em geral. Mas haveria idiotas na mídia comparando-o a outros nomes das artes que haviam se matado ou morrido pelas drogas, ou com elas na cabeça. Ele não, não compartilhava dessa idéia. Pois, alguns o acusariam de drogado, viciado, e poucos sabiam e se muitos soubessem pouco se importava, com tanto que soubessem a verdade, que cheirava socialmente entre amigos escritores, advogados, médicos, professores e toda espécie de gente com quem convivia. De agora, mesmo sendo um “Honores Causa” de várias instituições estava preste a ser estrangulado por uma gravata e suas mãos frias faziam um esforço sobre-humano para sustentar aquele corpo e ao mesmo tempo se equilibrar com a ponta dos pés descalços. “Grande escritor e professor da Universidade Tal... se suicida usando droga”, seria a manchete nos jornais e sua foto estamparia as capas das revistas semanais, ou melhor, a foto do seu corpo pendurado e com toda a coca embaixo em destaque. Diriam milhares de bobagens a respeito. Mas há de se consolar, pois, coisas inexplicáveis são sempre motivadas para invenção de novos devaneios. Ah, deus, novamente deus, mesmo sendo ateu reconhecido! Ele invocava deus ou um deus que o socorresse naquele impasse. Queria que alguém ao menos limpasse a coca, ou ao menos ele próprio houvesse cheirado-a toda, mas não, não agiu racionalmente, foi impulsivo. E tudo era um grande estorvo.

Nem um bilhete de despedida, mas pra que serviria um bilhete ou até mesmo uma carta de despedida? Sabia de história de suicidas que deixaram cartas marcantes antes de se suicidarem, épicas até, de outros que deixaram recados dos mais banais como “fechem o gás”, ou “apaguem as luzes”, ou “saio da vida para entrar na História” ou “quero música tal no meu velório” ou coisas do tipo “amo todos vocês”.

Mas para ele o que importa é que os outros pouco importavam e ele mesmo tinha pouco importância. Partindo dessa lógica, não deixou recado, logo, chegou a uma solução e então seus pés escorregaram de vez do encosto da cadeira e seu pescoço foi estrangulado, cessando todo a passagem de ar que subia ao cérebro. Instante depois os vizinhos do apartamento ao lado ouviram o despencar do corpo com bucha, gravata, gancho e até parte do teto. 

Em diante, poucos saberiam, pois aquele pedaço de carne estatelada no chão não dizia nada a mais ninguém. Não deixara recado. Era só mais um cadáver como outros. Inócuo e decadente, feito uma samambaia, sem  nenhuma ênfase.

Acesse a seção de Contos.


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23-Jan-2007
 
UFC 106 Forest vs. Tito - Especial PDF Imprimir E-mail

Principal cartão:

Tito Ortiz vs Forrest Griffin
Josh Koscheck vs Anthony Johnson
Amir Sadollah vs Phil Baroni
Luiz Cane vs Antonio Rogerio Nogueira
Karo Parisyan vs Dustin Hazelett *

Card Preliminar:

Ben Saunders vs Marcus Davis
Paulo Thiago vs Jacob Volkmann
Kendall Grove vs Jake Rosholt
Brock Larson vs Brian Foster
Caol Uno vs Fabricio Camoes
George Sotiropoulos vs Jason Dent

* Dana White, presidente do UFC anunciou um pouco em seu Twitter que Karo, que tem problemas psicológicos com freqüência, não lutará.

Cowntdown

Resultados da pesagem:

MAIN CARD

  • Forrest Griffin (205) vs Tito Ortiz (204)
  • Anthony Johnson (170) vs Josh Koscheck (171)
  • Paulo Thiago (169) vs Jacob Volkmann (170)
  • Luiz Cane (205) vs Antonio Rogerio Nogueira (205)
  • Phil Baroni (170) vs Amir Sadollah (170)

PRELIMINARY CARD (Spike TV)

  • Marcus Davis (170) vs Ben Saunders (170)
  • Kendall Grove (186) vs Jake Rosholt (185,5)

PRELIMINARY CARD (UN-ar)

  • Brian Foster (171) vs Brock Larson (171)
  • Fabricio Camões (155,5) vs Caol Uno (155,5)
  • Jason Dent (155) vs George Sotiropoulos (155)

RESULTADO DAS LUTAS

Forrest Griffin venceu Tito Ortiz por decisão dividida;
Josh Koscheck venceu Anthony Johnson por finalização, 2R;
Paulo Thiago Jacob Volkmann venceu por decisão Unânime;
Antonio Rogerio Nogueira venceu Luiz Cane por TKO, 1R;
Amir Sadollah venceu Phil Baroni por decisão Unânime;
Ben Saunders venceu Marcus Davis por KO, 1R;
Kendall Grove venceu Jake Rosholt por finalização, 1R;
Brian Foster venceu Brock Larson por TKO, 2R;
Fabricio Camões empatou Caol Uno, (29-27, 28-28, 28-28);
George Sotiropoulos venceu por finalização Jason Dent, 2R.


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19-Nov-2009
 
Lula, responde às críticas de FHC e Caetano PDF Imprimir E-mail

Fonte UOL

Lula, filho do Brasil, responde às críticas de FHC e Caetano


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21-Nov-2009
 
Brasileiros vencem no Strikeforce Challengers PDF Imprimir E-mail

RESULTADOS COMPLETOS:

 

Strikeforce Challengers

Kansas, Estados Unidos

Sexta-feira, 20 de novembro de 2009

- Tyron Woodley finalizou Rudy Bears com um triângulo de braço no R1;

- Kerry Vera derrotou Kim “Sugar Free” Couture por nocaute técnico no R2;

- Bobby Voelker derrotou Erik Apple por nocaute técnico no R2;

- Rafael “Feijão” derrotou Aaron Rosa por nocaute técnico no R2;

- Kevin Casey finalizou Chad Vance com um mata-leão no R1;

- Brian Davidson derrotou Russell Patrick por nocaute técnico no R1;

- Nick Nolte finalizou Andy Waters com um triângulo no R1;

- Darryl Cobb derrotou Gary Tapasua por decisão unânime dos juízes;

- Mike Chandler derrotou Richard Bouphanouvong por nocaute técnico no R1;

- Lucas Lopes derrotou Dominic Brown por nocaute técnico no R2.

Fonte e foto: Revista Tatame


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21-Nov-2009
 
WEC 44- Mike Brown vs. Aldo PDF Imprimir E-mail
19-Nov-2009
 
A sucessão presidencial e o oráculo PDF Imprimir E-mail

Por Carlos Biasoli

http://twitter.com/carlosbiasoli

O sufrágio do ano vindouro ainda é uma incógnita e a desfaçatez de produzir "duvidosas certezas" é uma barreira a superarmos. Daria pra montar um almanaque de besteirol, se este escriba tivesse talento e paciência para tanto, dando-se à pachorra de juntar analises de articulistas políticos e econômicos em previsões precipitadas.

Esses dois grupos de articulistas devem ganhar somente da previsão do horóscopo, qual não acompanho por falta de superstição.

Todavia, o assunto mais premente de todos e qual alimenta um mundo vasto e inóspito de besteiras na intelligentsia nacional, é a sucessão presidencial. Ao cabo que somos "adolescentes" na new democracia brasileira.

Pois então, impaciente leitor, deixe-me meter o bedelho nessa seara de Babel e também tergiversar nas minhas pobres divagações.

O tabuleiro está ainda sendo armado e certeza mesmo – qual a pouco ainda suscitava dúvidas –, é que a Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, será mesmo a candidata do governo.

Na oposição fazendo uma espécie de Cristovam Buarque de saias, com seus ressentimentos e empunhando seu discurso unidimensional está Marina Silva, que, incorporará o bloco nanico, PV, PSOL e pouco provável, o radical PSTU. Marina com seu discurso único além do tempo de tevê escasso, tem que explicar ao público porque o desmatamento diminuiu após sua saída do Ministério do Meio Ambiente, assim como também sua crença no criacionismo.

Ciro Gomes, presente nos dois últimos pleitos federais, após ter mudado seu domicílio eleitoral, deve mesmo disputar o governo de São Paulo, num arranjo lulista, para favorecer a campanha "pão pão, queijo queijo". O ex-governador cearense vai para o sacrifício na arena paulista numa eleição perdida e "quase" ganha pelos tucanos e sua máquina estadual.

E o PMDB? Ah o PMDB é um capítulo a parte. Nem seu apoio é certeza para o governo, pois o partido com maior capilaridade e envolto a áurea fisiológica é o mais dividido de todos. Todos levantam a tese dos vários PMDBs existentes num só. Todavia, a guinada peemedebista, pra cá ou pra lá, depende da escolha do candidato tucano entre outras coisas.

Mesmo o tucanato aderindo ao paulista José Serra, o PMDB por ter divergências nos Estados com o PT e por acordo firmado entre o cacique paulista, Orestes Quércia com Serra, suscita um ruído aos ouvidos do Planalto, qual o PMDB está vendendo o apoio à candidata do Governo, mas que não vai entregar a mercadoria.

Por outro lado, se o tucanato aderir à candidatura de Aécio, este por perfil mais conciliador, além do DEM aliado tucano de primeira hora, o mineiro tem chances reais de levar o PMDB à sua chapa, também como outros partidos satélites como o PTB de Roberto Jéferson e o PP de Paulo Maluf, hoje presidido pelo tio do mineiro, o Senador carioca Francisco Dornelles.

Enquanto Serra claudica em anunciar sua candidatura, Aécio anseia e angustia nos quintais das Minas Gerais. Enfim, para um não interessa o embate com o Governo por ora, tem ciência que para sua candidatura isso seria pouco produtivo. Já Aécio tem pressa, não tem o ônus e nem o bônus do recall serrista e pode aglutinar mais apoios se lhe derem tempo e confiança para tal. Serra carrega a dúvida hamletiana, de abrir mão de uma reeleição certa em São Paulo para uma eleição Federal duvidosa. Mas para Serra a idade reina fleumaticamente em seu caso, seria sua última chance.

O Diabo dessa história é FHC, o ex-presidente tem uma rejeição de grande monta por parte da população e sua figura comparada a do presidente Lula, com aprovação recorde, não é de interesse do tucanato. É caixão com vela preta.

O seu recente artigo na imprensa (Estadão - "Para onde vamos?") aonde levantou a tese furada do subperonismo na maneira do lulismo na condução da sucessão, foi alimento para o embate que interessa aos petistas. Choveu o contraditório e tudo virou gasolina em brasa para os interesses do maquiavélico Lulinha "paz e amor".

O artigo e as opiniões de FHC na campanha servem tanto para o tucanato quanto a Cruz ao Diabo. Para Serra e Aécio, quanto mais esconderem FHC, melhor. Quanto mais FHC – impedido pela vaidade em ficar em silêncio –, falar, mais Lula se satisfaz.

Nesse jogo de cortinar ou desnudar FHC, Serra tem ainda mais a perder do que Aécio, pois o mesmo foi membro ativo do governo fernadino enquanto Aécio, presidente da Câmara dos deputados na época, pousa mineiramente com o seu "choque de gestão" particular.

Todos os dois tucanos gozam de aprovação altíssima nos seus estados. Porém Serra, como apontado, sustentaria os interesses de Lula de fazer uma eleição "plebiscitária".

Aécio poderia empurrar com a barriga, com mais tempo de tevê, poderia usar a biografia do avô, Tancredo Neves e mostrar mais de si e do seu governo.

Serra mostrará também seu governo, mas que não tem sua marca própria, pois assumiu o Estado de dois correligionários de partido. O governo de São Paulo é do partido, não de uma personalidade política, sendo assim, foge do caráter personalista do governo de Aécio e/ou Dilma-Lula.

Mas os tucanos paulistas gralham que Aécio é novo, que política tem fila e que Serra já bateu 40% nas pesquisas (em curva descendente, conforme a última Vox Populi). Outros se fazem ouvir que os mineiros por sua vez não perdoariam Serra, ameaçam o governador paulista na eleição, se este, candidato se impor, terá uma eleição difícil e de rejeição, um tanto quanto sectária, por parte dos mineiros, o segundo colégio eleitoral do país.

Já a candidata do Governo tem um temperamento difícil e dizem as más línguas que somente a terapia em grupo e horas no divã amenizaria seu humor. Por outro lado o marqueteiro é bom, e, Dilma, que a pouco carregava a divisão interna do partido, pelo visto, com a fiança lulista, fez com que o PT abraçasse a causa da manutenção do poder.

Os analistas erraram quando duvidaram da candidata governista no momento que esta patinava num obscuro um dígito das pesquisas. Porém o único acertar foi Santana, seu marqueteiro –qual trabalhou na Campanha passada, de Lula. Ele disse que o interessante seria sua candidata bater 20% até o fim deste ano. Dilma bateu 19% na última pesquisa Vox Populi e ainda terá muito espaço nas inserções do PT de final de ano.

É o óbvio ululante que a candidata governista baterá ao menos os 30 pontos, isso é a tradição. O receio petista é a partir disto. Pois dizem os especialistas – ainda acreditamos neles? –que a partir deste ponto a campanha é só dela e não de Lula. Da minha parte, está aí o imbróglio maior, pois não se sabe além das "adivinhações corriqueiras", como a figura do Presidente irá influir na campanha, ou melhor, até que ponto.

Outro erro crasso de análise é se embasar na pouca influencia do Presidente nas últimas eleições municipais para sustentar teses futuras na sucessão presidencial. São pleitos distintos e a figura do mandatário tende a ser mais decisiva na sua sucessão.

Por fim o jogo é jogado e o tabuleiro está em aberto. Eu imagino um debate entre Dilma, Serra e Marina, grandes quadros, porém a antipatia jorrará aos cântaros. Contudo, o que nos interessa é o futuro, e, este como diz o dito popular, só a Deus pertence.


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19-Nov-2009
 
Lula chora ao falar da primeira esposa falecida PDF Imprimir E-mail
16-Nov-2009
 
Ring Girls UFC PDF Imprimir E-mail
09-Ago-2008
 
O despertar PDF Imprimir E-mail

Por Carlos Biasoli

Foi quando despertou de um sono, todavia, não havia lembranças com o quê havia sonhado; somente a leve impressão de bem-estar e primazia lhe implicavam a suspeitar, nada além. Então, certamente, ou mesmo talvez, tivesse sonhado com belas mulheres ou passeios ao ar livre e etc... pouco importa agora que toma por conta de estar sabe lá como dentro de uma caixa onde a dimensão o impede de forçar a bendita saída, realidade dura, pois, todavia seus joelhos que dariam a possibilidade de lhe impelir –se assim pode se dizer –,  encontram-se encolhidos ao peito. 

Mas com o quê houvera mesmo sonhado? pouco importa. Mas, então, a certeza: conseguir de alguma maneira sair, safar-se, com sucesso da caixa, talvez seja esse o objetivo de uma vida inteira e não só, de um despertar asfixiante.


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26-Jan-2007
 
UFC 105 - Especial PDF Imprimir E-mail

Card

- Randy Couture x Brandon Vera;

- Michael Bisping x Denis Kang;

- Dan Hardy x Mike Swick;

- Matt Brown x James Wilks;

- Ross Pearson x Aaron Riley;

- Terry Etim x Shannon Gugerty;

- John Hathaway x Paul Taylor;

- Nick Osipczak x Matthew Riddle;

- Alexander Gustafsson x Jared Hamman;

- Roli Delgado x Andre Winner;

Promo

Weigh



MAIN CARD

Randy Couture (204 / 92.7 kg) vs. Brandon Vera (204 / 92.7)
Dan Hardy (171 / 77.7 kg) vs. Mike Swick (170 /77.2 kg)
Michael Bisping (186 / 84.5 kg) vs. Denis Kang (185 / 84.0 kg)
Matt Brown (170 / 77.5 kg) vs. James Wilks (169 / 76.8 kg)
Ross Pearson (156 / 70.9 kg) vs. Aaron Riley (155 / 70.4 kg)


PRELIMINARY CARD

John Hathaway (170 / 77.2 kg) vs. Paul Taylor (170, 77.2 kg)
Terry Etim (155 / 70.4kg) vs. Shannon Gugerty (155 / 70.4 kg)
Nick Osipczak (170 / 77.2 kg) vs. Matthew Riddle (171 / 77.7 kg)
Paul Kelly (156 / 70.9 kg) vs. Dennis Siver (155 / 70.4 kg)
Alexander Gustafsson (203 / 92.2 kg) vs. Jared Hamman (204 / 92.7 kg)
Roli Delgado (156 / 70.9 kg) vs. Andre Winner (155 / 70.4 kg)

Resultados

Randy Couturevenceu Brandon Vera na decisão unânime dos jurados
Dan Hardy venceu Mike Swick na decisão unânime dos jurados
Michael Bisping venceu Denis Kang por nocaute técnico (socos e joelhadas) no 2R (4:24)
Matt Brown venceu James Wilks por nocaute técnico (socos) no 3R (2:27)
Ross Pearson venceu Aaron Riley por interrupção médica (nariz quebrado) no 2R (4:38)

CARD PRELIMINAR

John Hathaway venceu Paul Taylor na decisão unânime dos jurados
Terry Etim finalizou Shannon Gugerty em uma guilhotina no 2R (1:24)
Nick Osipczak venceu Matthew Riddle por nocaute técnico (socos) no 3R (3:53)
Dennis Siver venceu Paul Kelly por nocaute técnico (chute rodado e socos) no 2R (2:53)
Alexander Gustafsson venceu Jared Hamman por nocaute técnico (socos) no 1R (0:41)
Andre Winner nocauteou Roli Delgado com um overhand de direita no 1R (3:55)



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28-Out-2009
 
Capa histórica na The Economist PDF Imprimir E-mail
13-Nov-2009
 
Mirko Crocop HL PDF Imprimir E-mail
13-Nov-2009
 
Nirvana - Heart Shaped Box PDF Imprimir E-mail

Que saudades!

 


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12-Nov-2009
 
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